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08/07/2008


O risco de mecanizar nosso jogo
(por Alexandre Antunes)


Normalmente eu não expresso minha opinião pessoal, justamente por não me considerar um grande entendedor do assunto... Mas,

Ontem eu estava lendo uma matéria na CardPlayer, escrita pelo Gus Hansen e a sua abordagem era muito interessante e eu concordo com boa parte dela. Assim como ele frisou na matéria, eu também não quero dizer que não devemos estudar e colocar em prática aquilo que lemos e estudamos, lógico que não. Estudar e compreender os princípios básicos são fundamentais para início nesse negócio.

Porém depois de feito toda a lição de casa, ou seja, aprender os princípios básicos, jogar diversas mãos, discutir e aprender pela ótica de outros jogadores em fóruns, vídeos, orkuts, etc, devemos começar a questionar os movimentos. Só porque o "livro" diz para aumentar em tal situação, vamos nessa... Se o Blog diz que a posição é fundamental, estamos nessa... Se meu "M" está "m" vamos de All in, caso contrario o ICM deve indicar se devo colocar 5bb... Enfim, após essa fase de aprendizado (que nunca termina) eu acredito que temos o dever de ser mais intuitivos, estudar sim, porém a aplicação de todos esses conceitos deve ser dosado pelo jogador à medida que vai ganhando confiança e diversificando seu jogo, não podemos correr o risco de mecanizar nosso jogo.

Acredito que da mesma forma que questionamos se a terra era redonda, se o sol girava ao redor da terra, se Wiskey ou Bourbon, se praia ou campo, se samba é realmente música, etc... Devemos iniciar os questionamentos dos pontos que hoje achamos fundamentais ao sentar em uma mesa ou acessar uma sala virtual. As novas teorias do jogo somente serão criadas e surgirão novos vencedores nesse jogo, quando começamos a compreender a forma e questioná-la.

Um dos principais exemplos dessa Mecanização na minha opinião é de jogar 200 mesas ao mesmo tempo, onde ficou o prazer de jogar, de ler o adversário, de analisar a jogada?

Talvez pelo fator da minha pretensão com o Poker não ser de ganhar rios de dinheiro eu tenha essa visão simplória, porém eu jogo por prazer, seja em um torneio de $0,10 ou de $100 eu quero chegar na mesa final, eu gosto do reconhecimento!

Acho que alguns estão esquecendo desse reconhecimento e sendo muito "materialista", outro bom exemplo nessa linha de raciocínio é a utilização de software na mesa, não sou contra a utilização de softwares para encontrar falhas, melhorar desempenho, analisar mãos, porém no momento que escuto pessoas deixando o computador ligado dia e noite a semana inteira, colhendo informações para o banco de dados pergunto: Onde vamos chegar?

Sei lá, acho que estamos em um bom momento com o resultado do Thiago no WPT, com o primeiro Bracelete no WSOP do Ale, com os investimentos da Pokerstars no Brasil. Com o crescimento do ESPORTE em terras tupiniquins, deveríamos estar com foco no melhorar o jogo, mas de forma intuitiva e não seguir os caminhos "mais fáceis"!

Agora que começamos a exorcizar a imagem de jogadores compulsivos que vendem a casa em uma mesa de poker, os nossos meninos da internet, começam a ficar "Bitolados" na telinha... Cuidado.

Pense nisso!!!!

Abs,

Alexandre Antunes
http://aale-pokker.blogspot.com


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